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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Moléculas sintéticas são capazes de tratar doenças auto-imunes em ratos


Cientistas conseguiram enganar o sistema imune das cobaias para atacar um dos fatores que atuam nos processos destas doenças


Equipe de cientistas do Weizmann Institute, em Israel, desenvolveu uma nova abordagem para tratar doenças auto-imunes. Nestas condições, como a doença de Crohn e a artrite reumatoide, o sistema imunológico ataca erroneamente os tecidos do corpo. Mas os cientistas envolvidos no presente estudo conseguiram enganar o sistema imunológico de ratos para atacar um dos fatores do corpo responsáveis pelos processos auto-imunes, uma enzima conhecida como MMP9.
A professora Irit Sagi, do Departamento de Regulação Biológica e seu grupo de pesquisa passaram anos procurando maneiras atacar e bloquear os membros da família de enzimas matriz metaloproteinases (MMP). Estas proteínas cortam tais materiais de apoio nos nossos corpos como o colágeno, o que as torna cruciais para a mobilização celular, para a proliferação e a cicatrização de feridas, entre outras coisas. Mas quando alguns membros da família, especialmente a MMP9, ficam fora de controle, eles podem ajudar e estimular a doença auto-imune e a metástase do câncer. O bloqueio dessas proteínas pode levar a tratamentos eficazes para uma série de doenças.
Originalmente, Sagi e outros pesquisadores projetaram moléculas sintéticas da droga para atacar diretamente as MMPs. Mas estas drogas provaram ser ferramentas muito brutas que tiveram efeitos colaterais muito graves. O corpo produz normalmente seus próprios inibidores MMP, conhecidos como TIMPs, como parte do programa de regulação rígido que controla estas enzimas. Ao contrário das drogas sintéticas, estas funcionam de forma altamente seletiva. Um braço em cada TIMP é precisamente construído para chegar em uma fenda na enzima que abriga o bit ativo - um íon de metal de zinco cercado por três peptídeos de histidina. "Infelizmente, é muito difícil reproduzir esta precisão sintética", disse Sagi.
Netta Sela-Passwell e Sagi decidiram que, em vez de tentar projetar uma molécula sintética para atacar diretamente as MMPs, vão tentar enganar o sistema imunológico para que ele crie anticorpos naturais que ataquem a MMP-9 por meio da imunização. Assim como a imunização com um vírus morto induz o sistema imunológico a criar anticorpos que atacam o vírus vivo, uma imunização MMP enganaria o organismo para que ele criasse anticorpos que bloqueiam a enzima em seu local ativo.
Juntamente com o professor Abraão Shanzer do Departamento de Química Orgânica, eles criaram uma versão artificial do metal zinco-histidina complexo no centro do local ativo da MMP9. Eles então injetaram estas pequenas moléculas sintéticas em camundongos e depois verificaram o sangue dos camundongos para sinais de atividade imunológica contra as MMPs. Os anticorpos que encontraram, que eles apelidaram de 'metalocorpos', foram semelhantes, mas não idênticos aos TIMPs, e uma análise detalhada de sua estrutura atômica sugeriu que eles funcionam de maneira similar - atingindo a fenda da enzima e bloqueando os locais ativos. Os metalocorpos foram seletivos para apenas dois membros da família MMP - MMP2 e 9 - e ligaram-se a ambas as versões de ratos e humanas destas enzimas.
Como eles esperavam, quando induziram uma condição inflamatória que imita a doença de Crohn nos camundongos, os sintomas foram impedidos quando os camundongos foram tratados com os metalocorpos. "Estamos muito animados não só pelo potencial deste método para o tratamento de Crohn, mas pelo potencial de usar essa abordagem para explorar novos tratamentos para muitas outras doenças", disse Sagi. Yeda, o braço de transferência de tecnologia do Weizmann Institute, solicitou uma patente para as moléculas sintéticas de imunização, bem como para os metalocorpos gerados.
Fonte: Isaude.net

Droga guiada nos vasos sanguíneos aponta possível cura para tumores e obesidade


Cientistas brasileiros lideram equipe responsável por desenvolver molécula que pode ser programada para destruir alvos específicos


O casal de cientistas brasileiros Renata Pasqualini e Wadih Arap investe pesadamente há 10 anos numa linha de pesquisa contra o câncer com potencial de gerar drogas letais apenas para as células dos tumores. A ideia da bióloga molecular e do médico pesquisador, que chefiam um laboratório no MD Anderson Cancer Center, da Universidade do Texas, em Houston (EUA), é explorar uma característica vascular dos tumores.
O câncer faz surgirem vasos sanguíneos, na hora e no lugar errados, que têm uma assinatura química única, uma espécie de CEP molecular particular. Se for possível mapear o endereço químico de cada tipo de tumor e desenvolver proteínas-carteiros capazes de levar uma carta-bomba somente para os vasos que alimentam as células indesejadas, a possibilidade de construir drogas a partir das peculiaridades do sistema vascular pode ser testada na prática.
Renata e Wadih publicaram recentemente dois artigos em importantes revistas científicas. Um dos trabalhos aponta uma possível nova forma de combater a obesidade. Na edição de 9 de novembro da Science Translational Medicine (STM), eles relataram que um grupo de 10 macacos rhesus obesos perdeu, em média, 11% do peso depois que os animais foram submetidos a um tratamento com uma droga chamada adipotídeo por um período de quatro semanas.
Aparentemente o candidato a remédio não provocou maiores efeitos adversos nos primatas. " Essa é uma descoberta potencialmente importante, visto que a ocorrência de efeitos colaterais desagradáveis limita o uso das drogas aprovadas que reduzem a absorção de gordura nos intestinos" , diz Renata.
O segundo estudo saiu em 15 de novembro na versão impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). No trabalho, quatro CEPs moleculares foram identificados a partir da biópsia de tecidos de três pacientes com câncer. Dois endereços vasculares são comuns a tecidos de vários órgãos; um leva especificamente a metástases de câncer da próstata encontradas na medula óssea; e outro se liga às células de tecido adiposo branco, nome técnico do perigoso tipo de gordura que se acumula ao redor do estômago e debaixo da pele. " Esse estudo faz parte dos trabalhos de nosso laboratório para mostrar que os vasos sanguíneos são mais do que um ' encanamento' ubíquo e uniforme a serviço do sistema circulatório" , afirma Wadih.
" Vamos usar esses novos ' endereços vasculares' para desenvolver drogas contra câncer e obesidade ou novas metodologias para direcionar drogas e diminuir efeitos colaterais" , comenta a brasileira Fernanda Staquicini, pesquisadora do MD Anderson e primeira autora do trabalho na PNAS. Além do casal de cientistas e de Fernanda, mais quatro brasileiros assinam o artigo.
Carta-bomba
Desenhada pelos brasileiros, a droga testada nos macacos é formada pela junção de duas moléculas. A primeira é um fragmento de uma proteína (peptídeo), que se liga especificamente ao receptor proibitina, um CEP químico encontrado na superfície das células dos vasos sanguíneos dos tecidos gordurosos. A segunda é uma estrutura com formato em espiral, de saca-rolhas, chamada klaklak, que penetra nas células dos vasos sanguíneos e provoca seletivamente a morte dessas estruturas que irrigam as células adiposas. O klaklak ataca as mitocôndrias, a usina de energia das células. Sem vasos para fornecer os nutrientes, as próprias células de gordura morrem. Retomando a analogia postal, uma molécula faz o papel de carteiro, de encontrar o endereço desejado, e a outra é a carta-bomba em si.
Além de os primatas terem perdido pouco mais de um décimo do peso total, imagens de ressonância magnética mostraram que houve uma redução de 27% da gordura abdominal. A resistência à insulina, fator de risco ao diabetes, diminui em 50% nos animais. Não foram verificadas alterações de comportamento nos macacos nem sinais de náusea ou aversão à comida. " Os principais efeitos colaterais foram nos rins. Mas eles dependem da dose da droga empregada, já eram previstos e são reversíveis" , diz Renata. Quando deixam de tomar o adipotídeo, os efeitos positivos e negativos desaparecem. A droga não produziu alterações de peso em macacos magros, indicativo de que o composto ataca somente os vasos sanguíneos do tecido adiposo.
" A obesidade é um grande fator de risco para o desenvolvimento de câncer e tem mais ou menos o mesmo peso do que fumar. Sob qualquer ângulo, os pacientes obesos com câncer reagem pior à cirurgia e ao tratamento com rádio ou quimioterapia. Mas, assim como o tabagismo, a obesidade é potencialmente reversível" , afirma Wadih. O próximo passo é testar o adipotídeo em indivíduos obesos com câncer de próstata, um experimento clínico que está sendo preparado pela equipe do MD Anderson Cancer Center. Os pacientes vão receber a droga diariamente por quatro semanas e será averiguado se a perda de massa corporal e a diminuição dos riscos associados à obesidade trarão benefícios também para o controle do tumor.

Fonte: FAPESP

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Pesquisa revela origem celular de diferentes tipos de tumores da mama


Descoberta pode ter implicações em diagnósticos mais precoces e mais precisos de variações mais comuns e mais agressivas da doença


Charlotte Kuperwasser, líder da pesquisa
Cientistas da Tufts University, nos Estados Unidos, identificaram a origem celular de diferentes tipos de tumores da mama, desde os mais comuns até os mais agressivos.
A descoberta pode ter implicações em diagnósticos mais precoces e mais precisos do câncer de mama.
Existem várias formas distintas da doença, cada uma com características diferentes que exigem um tratamento específico. Os cientistas suspeitam que essas diferenças têm a ver com que tipo de células deu origem ao tumor em questão, mas até o presente estudo, ninguém havia identificado a origem celular de diversos tipos tumorais.
A maioria dos cânceres de mama se desenvolve nos dutos de leite, e estes chamados carcinomas ductais se dividem em várias categorias. Um tipo de tumor divide características genéticas e moleculares com as células luminais, produtoras de leite, que ficam no interior do duto. Outra forma, mais agressiva, se assemelha às células da camada mais externa do duto, conhecidas como células basais. É por isso que esses dois tipos comuns de câncer de mama são conhecidos como carcinoma luminal e basal, respectivamente.
Mas ninguém sabia, ao certo, se os cânceres se originavam nas células homônimas. Além disso, formas raras da doença, conhecidas como carcinomas metaplásicos, contêm células que têm pouca semelhança com as células saudáveis da mama.
Para determinar as origens de cada tipo de câncer, a pesquisadora Charlotte Kuperwasser e equipe, analisaram tecido mamário saudável descartado de cirurgias de redução da mama e separaram as células luminais das basais. Em seguida, os cientistas introduziram genes causadores de câncer, chamados oncogenes, nas células e as implantaram no tecido mamário de camundongos.
Semanas depois, os pesquisadores removeram os tumores resultantes para ver qual tipo de câncer tinham se desenvolvido a partir dos diferentes tipos de células. Os resultados mostraram que, enquanto as células luminais da mama deram origem ao tumor do tipo luminal, elas também deram origem ao tumor do tipo basal. Enquanto isso, as células basais é que deram origem aos cânceres metaplásicos raros.
Segundo os pesquisadores, o modelo desenvolvido no estudo poderia servir como uma plataforma para o desenvolvimento de drogas ou outras terapias sob medida para cada subtipo de tumor. Além disso, ele poderia ajudar os pesquisadores a identificar características físicas, ou biomarcadores, que permita distinguir entre lesões não-invasivas que podem dar origem a tumores luminais ou basais. "Isso pode nos ajudar a entender como tomar decisões de modo que ofereçamos o tratamento mais adequado para o tipo de tumor do paciente", afirma a autora da pesquisa, Patricia Keller.

Fonte: Isaude.net

Técnicas utilizam microondas para diagnóstico e tratamento contra o câncer

Procedimentos recém-criados são mais simples, menos invasivos e mais eficazes do que alternativas atuais

Andreas Fhager junto ao "microwave tomograph"
 atualmente composto por cerca de trinta
 antenas dispostas em torno de um recipiente cilíndrico
 adaptado à mama

Cientistas da Chalmers University of Technology, na Suécia, desenvolveram novas técnicas de diagnóstico e tratamento contra o câncer por meio da utilização de microondas.
As abordagens desenvolvidas são mais eficazes, menos invasivas e mais simples do que as alternativas disponíveis atualmente. A equipe espera ser capaz de testar duas técnicas diferentes em pacientes dentro dos próximos seis meses. Um método é uma alternativa à mamografia para detectar o câncer de mama. O outro visa tratar tumores na cabeça e pescoço por meio do aquecimento das células cancerosas.
equipe desenvolveram um sistema capaz de detectar o câncer de mama com uma técnica conhecida como tomografia de microondas, usada para criar imagens médicas. De acordo com os investigadores, o método tem várias vantagens sobre a mamografia. "Nós obtemos imagens tridimensionais que revelam um contraste significativamente melhor entre tecidos saudáveis e malignos em comparação com raios-X. Isso facilita a visualização de tumores muito pequenos que podem ser encobertos pelo tecido saudável, criando assim condições necessárias para um diagnóstico muito mais confiável", observa Fhager.

Processo pode ser comparado a criar uma onda
 de maré na região do tumor, enquanto o mar
 circundante permanece calmo

Na nova pesquisa, o professor Andreas Fhager e 
Segundo os pesquisadores, ao contrário dos raios-X, a técnica também emite doses desprezíveis de radiação não-ionizante, menos de um centésimo da radiação recebida quando uma pessoa fala ao telefone celular.
A ideia é usar a técnica em conjunto com uma ' mesa de tratamento' , equipada com entradas para os seios que ficam ligados a trinta antenas ou mais para realização do exame. A intenção é que a abordagem seja mais confortável para as pacientes do que a mamografia. O método também é muito menos dispendioso, não só porque o equipamento de microondas não é tão caro, mas também porque as imagens mais claras tornam a interpretação mais fácil para os médicos.
No segundo projeto, as microondas são usadas para destruir os tumores por meio do aquecimento deles, um processo conhecido como hipertermia.
Estudos clínicos demonstraram que o tratamento com radioterapia e quimioterapia convencional em combinação com a hipertermia podem dobrar a capacidade de curar de certas formas de câncer, como câncer de colo uterino e o sarcoma de tecido mole em longo prazo. "Estamos agora desenvolvendo um novo sistema de hipertermia que pode atingir tumores profundos na cabeça e no pescoço com alta precisão. Desta forma, temperaturas mais elevadas podem alcançar o tumor sem afetar o tecido ao redor", revela a pesquisadora Hana Dobsíèek Trefná.
Com o tempo, a equipe espera ser capaz de combinar ambos os métodos. Assim que um tumor for detectado, as antenas ligadas poderiam ser usadas para começar a tratar a doença de forma direta e, ao mesmo tempo monitorar que o tecido certo é aquecido. O método deve também ser aplicável a outras partes do corpo além de seios, cabeça e pescoço.

Fonte: Isaude.net

Técnica inédita de radiocirurgia no SUS trata câncer sem cortes

Método adotado pelo Instituto do Câncer de São Paulo usa radiação concentrada para destruir apenas o DNA das células cancerosas

Uma tecnologia inédita de radiocirurgia corpórea implantada no Instituto do Câncer de São Paulo permite realizar terapias mais curtas e eficazes para casos em que, por condições clínicas, os pacientes não possam ser submetidos à cirurgia convencional. O Icesp é o primeiro hospital público do país a adotar o novo procedimento.

O tratamento é indicado para tumores primários ou metástases no pulmão e na coluna vertebral, desde que isolados e com até cinco centímetros de diâmetro. A nova tecnologia visa concentrar uma grande dose de radiação em focos bastante específicos, provocando a morte das células cancerígenas por meio da quebra do DNA, com chance mínima de danos aos tecidos sadios.

O equipamento possibilita que, mesmo havendo uma pequena movimentação do tumor, provocada pela respiração, somente a área programada seja atingida. Isso porque o aparelho ajusta os disparos quando o tecido saudável fica à frente do dispositivo emissor da radiação. O procedimento dura, em média, uma hora e libera o paciente para voltar à rotina diária imediatamente.

Antes de dar início ao tratamento, uma imagem do tumor gerada pelo próprio aparelho é feita para que a equipe de médicos e físicos possa posicionar o alvo que será submetido à radiocirurgia.

Justamente por essa precisão, a técnica promove maior proteção dos tecidos vizinhos contra a radiação quando comparada ao tratamento de radioterapia convencional. Por isso, embora recebam uma dose elevada de radiação, os pacientes apresentam uma tolerância muito maior à nova técnica.

O período de tratamento também é mais curto. São necessárias de uma a cinco aplicações, número que pode saltar para 30 no caso da radioterapia comum. De acordo com o diretor Geral do Icesp, Paulo Hoff, "mesmo sendo indicada para um perfil específico de pacientes, a técnica tem revolucionado a vida de muitas pessoas, que passaram a ter acesso, pelo SUS, a um tratamento de ponta e com mais qualidade de vida".


Fonte: Isaude.net

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Sorrir de maneira sincera é a melhor ferramenta para elevar o dia de trabalho

Resultados de estudo mostram que sorrir apenas por sorrir pode levar à exaustão emocional e ao afastamento do trabalho


"Sorrir apenas por sorrir pode levar à exaustão
 emocional e ao afastamento do serviço, e isso é
 ruim para a empresa", diz Brent Scott

Sorrir de maneira sincera é a melhor ferramenta para garantir um bom dia de trabalho e elevar o humor. É o que sugere estudo realizado na Michigan State University, nos Estados Unidos.
"Empregadores podem pensar que simplesmente fazer seus empregados sorrir é bom para a empresa, mas isso não é necessariamente o caso", disse o pesquisador Brent Scott. "Sorrir apenas por sorrir pode levar à exaustão emocional e ao afastamento do serviço, e isso é ruim para a empresa."
Para o estudo, Scott e seu colega Christopher Barnes estudaram um grupo de motoristas de ônibus durante um período de duas semanas. Eles examinaram os efeitos das atitudes superficiais, como o sorriso falso, e atitudes mais profundas, como o cultivo de emoções positivas, recordação de memórias agradáveis ou pensamento sobre a situação atual de uma forma mais favorável.
O estudo é um dos primeiros de seu tipo para examinar demonstrações emocionais durante um período de tempo, enquanto também investigou as diferenças de gênero.
Pesquisadores afirmaram que os resultados foram mais fortes para as motoristas de ônibus femininas.
"As mulheres foram mais prejudicadas pela atuação superficial, ou seja, seu humor piorou ainda mais do que o dos homens e elas se afastaram mais do trabalho", observou Scott. "Mas elas foram mais ajudadas por atitudes mais profundas, ou seja, seu humor melhorou mais e elas se afastaram menos do trabalho."
Embora o estudo não tenha explorado as razões dessas diferenças, Scott disse que pesquisas anteriores sugeriram que as mulheres eram esperadas e mostraram uma maior intensidade e expressividade emocional positiva que os homens. Assim, forçar um sorriso enquanto ainda se sente emoção negativa conflita com esta norma cultural e pode causar até mesmo sentimentos mais prejudiciais às mulheres ao mudar os sentimentos internos.
Mas enquanto atitudes profundas parecem melhorar o humor, a curto prazo, Scott disse que a descoberta vem com uma advertência.
"Houve algumas sugestões que, se você fizer isso durante um longo período você começa a sentir inautêntico", disse ele. "Sim, você está tentando cultivar emoções positivas, mas no final do dia, você não pode não se sentir como você mesmo."

 
                                                                                                       Fonte: Isaude.net

Impressora de tecidos e órgãos pode significar mudança histórica na medicina

Cientistas utilizam uma impressora convencional, substituindo a tinta por uma solução celular para produzir órgãos em 3D


Início do processo de confecção da tinta  da nova
impressora. As células vivas são giradas em uma
centrífuga, cortadas e trituradas e isso resulta em
 esferas minúsculas que fluem como um líquido


Tecnologia usada para imprimir documentos também pode criar tecidos vivos. A técnica, desenvolvida por cientistas da Universidade Médica da Carolina do Sul e da Universidade Clemson (EUA), pode, em um futuro próximo, ser usada para produzir órgãos em miniatura para testar drogas. Em matéria divulgada pela BBC News, os cientistas responsáveis pelo projeto disseram que ainda esperam um dia poder utilizar a tecnologia de impressão para criar órgãos inteiros.
Tecnologia de impressão convencional
Quando um documento é impresso, a tinta é distribuída em um padrão específico no papel. Para criar três estruturas de tecido dimensional, pesquisadores americanos modificaram impressoras para usar uma solução de célula em vez de tinta.
Eles então imprimiram camadas repetidamente, criando uma estrutura em 3D. Especialistas na Grã-Bretanha disseram que o uso de células em vez de um polímero representa um grande avanço para a medicina regenerativa. No entanto, o uso da tecnologia no tratamento médico ainda tem um longo caminho, alertaram.
This emerging technology was demonstrated at a news briefing Sunday at the AAAS Annual Meeting. During the presentation, the machine constructed a model of ear cartilage printed out of silicon.
A técnica
Na técnica, desenvolvida por médicos da Carolina do Sul e de Clemson, cartuchos de tinta convencionais foram lavados e reabastecidos com soluções celulares.
Então, o software que controla a forma como os fluidos dos cartuchos de se comportam, incluindo propriedades como resistência e temperatura, foi reprogramado.
Para criar estruturas 3D, um gel não-tóxico biodegradável foi projetado por cientistas da Universidade de Washington. O gel é um líquido abaixo de 20°C e solidifica acima de 32°C.
Durante a pesquisa, os cientistas descobriram que, enquanto as camadas fossem suficientemente finas para as touceiras entrar em contato umas com as outras, os pedaços de tecido iriam se fundir.
O gel pode ser facilmente removido, deixando a estrutura 3D.
A equipe de investigação, liderada pelo doutor Vladimir Mironov, da Universidade Médica da Carolina do Sul, disse que a técnica de impressão de tecido permitiu que tecidos fossem criados mais rapidamente do que a técnica já existente, onde um "andaime" é feito, e as células são semeadas sobre ele.
"O problema é que você nunca pode criar um órgão com um suprimento de sangue ", disse o pesquisador à BBC.
"Nós podemos imprimir o tecido que tem cinco centímetros de espessura em duas horas, e podemos imprimir um sistema de vasos sanguíneos ".
"O próximo passo é imprimir um elemento pequeno de um órgão, chamado de unidade estrutural funcional. Ela deve conter todos os elementos necessários que refletem a função do órgão".
Mironov acrescentou ainda que "estes órgãos poderiam ser utilizados como sistemas de testes de drogas ou para testar o tratamento que é melhor para um paciente. Por exemplo, uma biópsia de um tumor poderiam ser tomadas e as drogas testadas para ver qual é mais adequado para o paciente".
Órgãos inteiros
Para Anthony Atala, engenheiro de tecidos na Universidade de Harvard, "essa tecnologia é extremamente excitante, pois tem potencial para superar alguns dos principais obstáculos que vimos no passado".
Já o professor Tim Hardingham, diretor do Centro para Engenharia de Tecidos do Reino Unido disse à BBC que "a tecnologia de impressão representa uma variedade de promessas ".
"Mas há muito trabalho para saber como podemos aplicá-la realmente".

 
                                                                                                              Fonte: Isaude.net