Remoção e substituição do velho coração teria levado o novo órgão a falhar, juntos, os dois corações, dividem as atividades
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Pesquisadores da University of California San Diego Center for Transplantation, nos Estados Unidos, realizaram cirurgia cardíaca rara que transplantou um coração novo em um paciente sem a retirada do órgão doente.
A equipe de pesquisa realizou a cirurgia cardíaca, conhecida como transplante cardíaco heterotópico, na qual o coração do paciente Tyson Smith permaneceu no local, enquanto um segundo órgão de um doador foi implantado. O paciente agora possui dois corações.
"Smith é um pioneiro entre os pacientes de transplante
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de coração. Este é um procedimento muito raro, mas vale a pena ter como opção para a reposição cardíaca. É uma operação segura, com uma sobrevivência média de dez anos", afirma o diretor de transplantes Jack Copeland.
Os pesquisadores explicaram que embora Smith estivesse enfrentando a morte, ele não poderia ter um transplante de coração normal. A remoção e substituição do velho coração teria levado o novo órgão a falhar, em função da resistência do fluido em seus pulmões - hipertensão pulmonar - ser tão alta.
"Mas juntos, os dois corações dividem as atividades para terminarem o trabalho", acrescentou o professor adjunto Michael Madani.
Transplante cardíaco heterotópico, realizado pela UC San Diego, faz com que dois corações trabalhem em sincronia no peito de um paciente.
Como funciona
No procedimento heterotópico, o novo coração é posicionado no lado direito do coração do próprio paciente. Os átrios esquerdos do doador e do destinatário são cirurgicamente ligados uns aos outros, permitindo que o sangue oxigenado do coração original do paciente flua para o órgão transplantado. Em seguida, esse sangue é então bombeado pelo novo ventrículo esquerdo para a aorta do paciente, que fornece um fluxo mais forte para todas as partes do corpo.
"Smith tinha duas opções: o dispositivo mecânico de assistência ventricular esquerda (DAV), que substituiria a função do coração esquerdo e permitiria que ele esperasse um transplante de coração normal em poucos meses, ou o chamado transplante "piggy back", que substitui o coração esquerdo do paciente e permite que o coração direito do paciente continue o bombeamento através dos pulmões", observou Copeland. "Desta forma, Smith precisou de apenas uma operação, ao invés de duas, o que economizou o tempo do paciente, a inconveniência e a dor, e reduziu os custos médicos."
Os médicos esperam que Smith possa ter alta do hospital em duas semanas e volte ao nível normal de atividade dentro dos próximos meses.
Fonte: Isaude.net


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